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RIO de JANEIRO será outra cidade.

Obras na zona portuária

Museu do Amanhã RJ

Zona Portuária do Rio, uma nova atração

Ao custo de R$ 8 bilhões, até 2015, a região estará completamente repaginada

 

Fonte e crédito O GLOBO / MARCOS TRISTÃO

RIO - Se há uma área que será profundamente transformada nos próximos anos, esta é a Zona Portuária. Ao custo de R$ 8 bilhões, até 2015, a região estará completamente repaginada.

A começar pela demolição de todo o Elevado da Perimetral, entre a Rodoviária Novo Rio e a Praça Quinze. Para atrair turistas e revitalizar aquela área degradada, dois espaços culturais serão construídos: o Museu do Amanhã, do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, no Píer Mauá, e o Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá.

A prefeitura já começou a fazer as obras de reurbanização.

Um programa de isenções fiscais deve ser o ponto de atração para a chegada de grandes empresas. Esse movimento tem como objetivo principal gerar empregos e impulsionar o crescimento populacional da região. Estima-se, para os próximos dez anos, um salto dos atuais 30 mil para cem mil habitantes nos bairros de São Cristóvão, Centro, Santo Cristo, Gamboa, Saúde, Caju e Cidade Nova.

Os recursos para essas intervenções de grande porte virão da venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos criados pela prefeitura que permitirão a empreendedores erguer prédios de até 50 andares na Zona Portuária, dependendo do terreno, formando assim a maior parceria público-privada do país.

Enquanto o seu entorno é recuperado, o Cais do Porto, propriamente dito, espera também passar por reformas.

Está sendo licitado o projeto de um novo ponto de atracação, cujos investimentos superam R$ 310 milhões, vindos do governo federal. Em forma de "Y", a estrutura será construída próximo ao Píer Mauá, entre os armazéns 2 e 4, e permitirá o aumento do número de embarcações ancoradas, de dois para oito navios. Em períodos de pico, porém, o porto chega a receber sete embarcações simultaneamente.

Embora no Caderno de Encargos (conjunto de compromissos) apresentado pelo Rio ao Comitê Olímpico Internacional (COI) não haja qualquer item sobre intervenções na área do porto, o local pode ser uma alternativa para o déficit de vagas na rede hoteleira.

— O porto vai se inserir no aspecto acomodações do Caderno de Encargos. À época da candidatura, foi feito um levantamento do parque hoteleiro e de seu potencial. Detectou-se um déficit de oito mil leitos. Isso seria resolvido com a atracação de seis navios de cruzeiros-hotéis que funcionariam como pontos de hospedagem. É como se fosse um hotel temporário, usado por patrocinadores, principalmente — explicou o presidente da Companhia Docas, Jorge Luiz de Mello.

De acordo com Mello, o ritmo de crescimento de passageiros indica que, até as Olimpíadas, o porto receberá um milhão de pessoas por ano, mas terá capacidade para o dobro desse número




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