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GP Investments x San Antonio x SABR x LUPATECH

R$ 500 milhões em receitas

San Antonio

San Antonio deve garantir R$ 500 milhões em receitas para Lupatech em 2012

Por Natalia Viri | Valor fonte e crédito

SÃO PAULO - Da carteira de pedidos de R$ 1,6 bilhão da San Antonio Brasil (SABR), cerca de R$ 500 milhões devem se converter em receita nos próximos 12 meses. A informação foi dada há pouco pelo presidente da Lupatech, Alexandre Monteiro, em teleconferência para apresentação do plano de reestruturação da empresa, anunciado em fato relevante em 28 de dezembro.

O plano inclui a incorporação da SABR, empresa que fornece serviços para o setor de petróleo e gás, detida pela GP Investments, e um aumento de capital de até R$ 700 milhões.

Desse montante, pelo menos R$ 350 milhões estão assegurados. Petros e BNDESPar - segunda e terceira maior acionistas da Lupatech, com 15% e 11,5% de participação, respectivamente - entrarão com R$ 300 milhões.

Outros R$ 50 milhões em dinheiro serão aportados pela GP Investments, que integralizará também mais R$ 50 milhões em ações, e não em dinheiro,  referentes à incorporação da SABR.  O valor total atribuído à San Antonio Brasil foi de R$ 150 milhões, sendo R$ 100 milhões em dívidas.

A receita garantida pela SABR para o próximo ano é próxima ao faturamento de R$ 581,6 milhões obtido pela Lupatech em 2010. Monteiro não forneceu mais detalhes sobre a situação financeira da SABR, que é uma empresa de capital fechado.

De acordo com ele, o memorando de entendimentos firmado com a empresa ainda não é vinculante - ou seja, ainda pode ser revogado -, e, portanto, a Lupatech não está autorizada a divulgar os dados financeiros da incorporada.

O acordo vinculante deve ser firmado em um período entre 30 e 45 dias, após a conclusão dos ritos legais da operação, que incluem due diligence, auditorias fiscais e contábeis e a elaboração de um laudo de avaliação da SABR a ser submetido a aprovação dos acionistas em assembleia. Somente após concluído esse acordo será possível dar mais detalhes sobre a situação financeira da companhia.

Por enquanto, Monteiro concentrou sua apresentação nos aspectos operacionais da incorporação.

Segundo ele, a atuação da SABR, mais focada em serviços, e da Lupatech, concentrada no fornecimento de equipamentos, é complementar.

Dessa forma, o executivo disse que a incorporação resultará na formação do maior player regional do segmento de fornecimento de equipamentos e serviços para o segmento de petróleo e gás, com condições de competir com as “Big 4” estrangeiras que hoje dominam o mercado nacional - Schlumberger, Hallburton, Barker Hughes e Weatherford.

Além disso, Monteiro espera que a escala mais ampla das operações habilite a empresa resultante a participar de um número maior de concorrências. O executivo ressaltou ainda o potencial de criação de valor adicional nos contratos, por meio da combinação dos serviços contratados.

Questionado sobre as sinergias da operação, Monteiro preferiu não citar números. “Ainda não temos um número fechado. Mas, naturalmente, para dar o passo que demos, examinamos esse potencial. As sinergias são qualitativas e bastante palpáveis”, afirmou.

Entre as reduções de custos da incorporação, o executivo mencionou durante a apresentação a possibilidade de venda de uma das bases de Macaé, onde operam tanto Lupatech quanto a SABR. Além disso, ressaltou que a Lupatech pode absorver grande parte dos custos da SABR com estrutura de suporte, diluindo os custos fixos, bem como eliminar funções administrativas duplicadas e racionalizar processos.

De acordo com as informações constantes da apresentação, a base de ativos da SABR inclui 7 sondas de perfuração, 49 de “workover” - jargão do setor para serviços de manutenção de poços - e 41 unidades de exploração e produção. A empresa tem mais de 2,3 mil funcionários, com bases de operação em Mossoró (RN), Maruim (SE), Catu (BA), São Mateus (ES) e Macaé (RJ).

A SABR é líder em serviços para petróleo onshore (exploração em terra) e vem ampliando sua participação no offshore (exploração em águas profundas). Da carteira de pedidos de R$ 1,6 bilhão, R$ 710 milhões referem-se a esse último segmento.

(Natalia Viri | Valor)



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